20 dezembro 2006

Triplo Combo de Natal: Rockin' in the Free World, Faith Diver, Co'a Breca: A Guerra ao Natal

Aqui vai a prenda de Natal atrasada da Newsweak-Porto, um artigo sem piada sobre um a temática sem interesse. Esperem, no entanto, pela prenda que vão receber lá para finais de Janeiro, prenda essa que se encontra nos segredo dos Deuses...

É mais uma das guerras civis que tem lugar nos E U da A. Depois da Guerra à Pobreza iniciada por Lyndon Johnson, a Guerra às Drogas (começada por um acordo entre a China e a América para proibir a importação de ópio, mas que se alastrou pela Lei Seca e ainda continua pelos dias de hoje, ou seja, dura mais que os conflitos do Médio Oriente), a Guerra ao Natal aterrozia há alguns anos os cristãos americanos, especialmente os WASPs (ainda a classe dominante). As brigadas terroristas do politicamente correcto defendem que a América é um país com liberdade religiosa, por isso ninguém deve celebrar mais uma religião que as outras, pois cada um escolhe o seu caminho. No entanto, será assim um conflito tão preocupante?

Confesso que, quando pensei em escrever este artigo, tinha em mente fazer um ranting anti-guerra ao Natal. Sendo um cristão ateu (tal como John Sayles) ia-me insurgir contra a ameaça do politicamente correcto que tem como objectivo acabar com uma comemoração que, apesar de ser conotada com cristã, é uma das mais pagãs de todas (a não ser que haja alguma ligação entre Jesus, o Pai Natal, árvores enfeitadas, o Cirque de Soleil e George Martin). No entanto, ao ver que este assunto era já um assunto tão batido nos média dos E U da A, e que até já começa a ser debatido por cá, achei que não valeria muito a pena.

Vejamos: os nossos rivais do Daily Show fizeram refêrencia a isso quando noticiaram que o Wallmart ia voltar a desejar um Feliz Natal aos seus clientes; o programa South Park também já fez várias referências a este assunto nos episódios especiais de Natal; Bill O'Reilly, um dos nossos comentadores políticos preferidos também se diz um combatente pró-Natal, apesar de as suas opiniões roçarem o reaccionário; por fim, também Mark Engblom, um dos meus comentadores preferidos de BD desenhada goza com este problema no seu post de Natal.

Ora o Newsweak-Porto tenta ser o mais original possível, por isso não iria analisar algo que já foi analisado ad nauseum noutros locais. Para além disso, o facto de haver tanta oposição à guerra ao Natal torna-o um problema menor, visto que já exista quem o pretenda resolver.

A linha editorial do Newsweak-Porto é vincadamente contra qualquer lei ou ideia que proiba o individuo de fazer o que bem lhe aptecer só porque ofende alguém, muito menos em questões como celebrar uma festa que o outro não celebra. Por isso escrevemos um artigo sobre a guerra ao Natal em Saragoça e continuaremos a insurgir-nos contra outros casos deste género, mas não vale muito a pena focalizarmo-nos no caso americano, visto já haver americanos que o conseguem fazer muito melhor do que nós.

Concluindo, visto este artigo já sair atrasado, espero que tenham passado um Feliz e Santo Natal e, para os mais atrasados, visitem o Mundo Lego, para obterem sugestões de compras de ultíma hora. Já agora, espero que tenham alugado qualquer um dos "Home Alone" (caso não tenha sido transmitido em nenhuma televisão, o que seria mesmo sinal de que o Natal estaria a desaparecer).

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19 novembro 2006

Rockin' In The Free World: Liberality For All

Deparei-me com esta banda desenhada suis generis enquanto cobria a San Diego Comic Con deste Verão. Na altura, a NewsweakPorto ainda era uma subsidária da Wayne Media (que inclui o Daily Planet), logo eu tinha bilhetes de avião grátis que me permitiam viajar por todos os EU da A. Depois de ter ter apanhado uma bebedeira com um grupo de Klingons e de ter dado porrada a um grupo de elfos e de hobbits, decidi caminhar por entre as bancas das várias editoras a ver se encontrava bootlegs do Flesh Gordon e também alguns Vilhenas. No entanto, o que encontrei não foi tão bom como isso, mas mesmo assim é digno de nota. Senhoras e senhores, apresento-vos o melhor clássico de sci-fi político de toda a história das comics: Liberality For All.

Capa do número 3 de Liberality for All mostrando Matt Drudge a ser morto por policiais da ONU

LFA segue um pouco a linha do Days of Future Past, o grande clássico dos X-Men em que eles lutavam contra uma ditadura anti-mutante no futuro. A grande diferença é que neste caso os heróis perseguidos por um mundo que os teme e odeia não são mutantes, mas sim conservadores americanos e os seus opressores são os liberais.

Imaginemos que, após o 11 de Setembro, a ideologia dominante entre quem decide os destinos da América era a de "vamos dar a mão ao nosso inimigo e fazer deste mundo um mundo melhor, se bem que mais maricas" em vez da actual política de "vamos apanhá-los todos, mesmo aqueles que não nos fizeram nada". Bem, o resultado seria uma ditadura liberal, liderada por Hillary Clinton e Michael Moore. Ditadura esta que fez as pazes com Bin Laden (agora embaixador da ONU) e que cedeu às regras das Nações Unidas (agora lideradas pelo anti-americano Chirac). A America parece ter perdido o seu vigor e a sua crueza características. No entanto ainda há esperança! Um grupo de rebeldes, composto pelo comentador político Sean Hannity, por Oliver North e por Gordon Liddy, estes dois últimos implicados nas maiores conspirações alguma vez levadas a cabo por administrações republicanas (Irão-Contras e Watergate, respectivamente), revoltam-se contra o actual estado das coisas, conseguindo no fim, provavelmente, devolver a América aos verdadeiros americanos.

Mas esta comic não fica por aqui. A partir do número 3 possui também uma história complementar denominada de Libarro World, onde quatro figuras conhecidas do partido democrata (Howard Dean, John Kerry, Hillary Clinton e Ted Kennedy) são satirizadas. Ficam aqui alguns dos melhores exemplos:




Dois quadrinhos a gozar com o facto de John Kerry ter votado primeiro a favor e depois contra a guerra! AhAhAh!!...Perceberam??


Os ideiais feministas de Hillary Clinton são gozados pela sua réplica republicana.


Para mais informações sobre esta magnífica banda desenhada, visite o site da ACC Studios.

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06 novembro 2006

Rockin' In The Free World: Nação Selvagem

Muitas vezes me pergunto porque me interesso mais pela política americana do que pela portuguesa. Supostamente deveria preocupar me mais com o que se passa no meu país do que com o que se passa do outro lado do Atlântico. No entanto, acho que isso tem explicação. Tudo se prende com os comentadores políticos americanos. Em Portugal temos o Marcelo Rebelo de Sousa com o seu ar intelectual, a armar-se que lê livros e coisas do género. Apela mais à razão do que ao sentimento. Ora eu, como qualquer outra pessoa, espero sempre um "extra queijo" da televisão. Não quero aprender e pensar, quero ser entretido e alienado. Por isso é que prefiro os comentadores politicos americanos, pois concorde se com eles ou não, fazem nos rir e abstraiem nos dos reais problemas politicos do pais.

Há umas semanas atrás dei-vos o exemplo de Bill O'reilly. Desta vez, trago-vos Michael Savage. Savage é o pseudónimo de Michael Weiner, que tanto pode ser "salsicha" como "pilinha" em inglês. Provavelmente achou que esse não seria um bom nome para ser levado a sério no meio dos comentadores de direita americanos, por isso mudou o nome para Savage, ou "selvagem" em português. Possui um Phd em botânica médica e em antropologia médica, o que obviamente o torna mais que habilitado a falar sobre política.

Savage é um exemplo a seguir por todos os comentadores políticos. Não aceita opiniões contrárias à dele, responde pelas "tripas", insulta os espectadores que lhe telefonam. Ele está certo e quem não concorda é um idiota. E acabou. Eis aqui dois videos de Savage que ilustram melhor que tudo o seu génio. Primeiro vemos Savage a insultar um espectador que o acusou de ser racista:


Em seguida, Michael Savage diz a um sodomita para apanhar sida e morrer, melhor que isto é impossivél:

Para além das respostas geniais aos telefonemas dos espectadores, Savage é famoso por dar alcunhas a toda a gente com quem ele discorda. Aqui vai uma lista:

Michael Moore: Michael More-off; Michael Moron

Mike Wallace: The Meatloaf Man

George W. Bush: George Mush

Condoleeza Rizze: Condoleeza Reich

Hillary Clinton: Hitlery Clinton

Nancy Pelosi: Bela Lugosi

Al Gore: Al Gorleone, Al- Qaeda Gore

...

Em fim, a lista estende-se até ao infinito. Mas o importante é que Savage deveria ser um exemplo para os comentadores políticos portuguesas. Chega de intelectualóides! Tragam os broncos, os duros, os mal-educados. Ponham o Adelino Ferreira Torres a comentar política. Isso sim, seria ao nível de Savage ou até superior. Prefiria ver o Ferreira Torres a dar porrada e a insultar espectadores do que vê-lo numa quinta com pornstars e pessoal abichanado a construir casotas

The End

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21 outubro 2006

Rockin' In The Free World: The Culture War

Disclaimer: O reportér responsável por esta coluna é licenciado em Americanices pela Universidade de Ponte da Barca. Por isso sabe muito mais que o comum leitor sobre os temas de que fala. Considere, portanto, esta coluna como um caso de masturbação intelectual por parte do escritor. Caso esta coluna não lhe interesse, leia as seguintes, mas já mais questione a sua relevância para o comum cidadão português, assim como a sapiência deste reporter, vencedor de um Pulitzer, dois Emmys e três Eisners.
América... Um país que, tal como se diz das mulheres, não se pode viver com ele, nem viver sem ele. Um país que trouxe tanto bem como mal para o mundo, que nos encheu várias vezes esperanças para um futuro melhor, como nos desiludiu fazendo mal pelo mundo.

Este país, que nos fascina e nos repodia ao mesmo tempo, encontra-se envolvido num dos piores conflitos de sempre, provavelmente o pior desta primeira década deste milénio! Não, desenganem-se meus leitores, não falo da guerra do Iraque. Falo, como é obvío, da guerra civil que coloca guerrilheiros culturais (defensores da "velha ordem") e aqueles que querem estabelecer uma ordem secular-progressiva no pais (mais conhecidos por commies, pinkos ou fags) em confronto.

na foto, os Mighty Avengers, membros da facção tradicionalista. Frente: Bill O´Reilly com a armadura de Iron Man, e a heroina Wasp, defensora dos direitos dos brancos protestantes anglosaxonicos; atrás: Scarborough, o deus da guerra Ares, Black Widow ( futura presidente da NRA) e a Ann Coulter Voadora.

na foto, Justice League, equipa defensora da facção secular-progressista. Frente: Rosie O'Donnel magra, embaixadora das lésbicas amazonas, Christopher Reeves com o seu corpo regenerado com células estaminais, e o ex-candidato à presidência, Al Gore (que usa o medo criado pela ameaça do aquecimento global para assustar o elemento criminal das industrias poluidoras); Atrás: Jesse Jackson, Brad Pitt e Pamela Anderson (representando a PETA). Ainda mais atrás: Arianna Hufington, Oprah após 200 anos de lua de mel com o seu personal-trainer na Negative-Zone, Robin Hood, herói em collants e Red Tornado, encarnação do espirito do partido comunista americano.

É Bill O'Reilly quem nos fala desta nova guerra civil americana, no seu novo livro "The Culture Warrior". O'Reilly teme que o seu livro seja mal recebido, visto os media americanos estarem sob o controlo da Justice League. Curiosamente, Michael Moore tem o mesmo receio sempre que faz um filme ou publica um livro, acusando no entanto os media de estarem sobre controlo dos Mighty Avengers.

No prefácio do seu livro, Billy explica-nos em que consiste este conflito: uma batalha entre os que,tal como ele, acreditam que a América é tótil de boa tal e qual como está agora e os que querem ser mais europeus (ou euronucos, como alguns lhes chamam). Bill justifica também o que o motiva a intervir no conflito, dizendo que tanto segue o legado de seu pai, combatente na 2ª Guerra-Mundial, assim como também segue o seu instinto de rebelde irlandês que lhe corre nas veias. Concordarão, naturalmente, que ter um talk show como o de O'Reilly ( O'Reilly Factor) envolve tanta coragem e bravura como combater numa guerra a sério, e poderá ser ainda mais perigoso.

Segundo O´Reilly, esta guerra também lhe tem trazido benefícios, nomeadamente dinheiro (suficiente para construir uma armadura do Iron Man) e fama. No entanto não é essa a razão pela qual ele combate. Segundo ele, o seu propósito é impedir que aqueles no poder, especialmente os media, não se aproveitem dos fracos e oprimidos cidadãos americanos. Provavelmente é por essa mesma razão que O'Reilly defende George Bush e o partido Republicano.

No que toca à facção secular-progressista, esta guerra continua a servir para ganhar dinheiro e fama, enquanto salvam as crianças, as baleias e alguns germes cutâneos.

Quem sairá vitorioso desta guerra? Quais são as reprecursões deste conflito no Mundo? Ainda não existem respostas para estas perguntas, mas quando elas aparecerem, a NewsWeak-Porto será a primeira a saber. No entanto, se ainda tiver dúvidas sobre a sua posição nesta guerra, faça este magnífico teste, que o ajudará a decidir.

The End

PS: Clique nas links e veja como pode ser divertido.

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