29 dezembro 2006

2006: O ano em notícias

Após uma inesperada semana de férias de Natal, o Newsweak-Porto regressa com o balanço deste ano em termos noticiosos. 2006 ficará para a história como o ano em que o Newsweak-Porto nasceu e cresceu. Apesar de ter surgido cerca de três meses antes do final do ano, foi um acontecimento tão importante que merece um enorme destaque desta redacção imparcial. Por isso dedicamos esta ultíma edição do ano a fazer uma revisão do que o de importante aconteceu na História do Newsweak.


Os números:
Num período de cerca de três meses, o Newsweak-Porto teve um total de 11 edições, 26 artigos e 44 comentários (contando aqueles que foram feitos pelos próprios jornalistas). Dos 26 artigos, 6 foram investigações levadas a cabo pela Newsweak-Porto, sendo 5 deles notícias exclusivas. Houve também três artigos escritos por "artistas convidados" e 6 artigos não-exclusivos, cuja maioria teve como fonte o Drudge Report.


A cronologia:
Meados de Outubro: dois estudantes do curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação, algo desiludidos com a sua aprendizagem académica, decidem criar uma alternativa ao JPN, jornal online do curso. Durante uma semana, essa ideia é discutida até obter forma na criação de um blog - o Newsweak-Porto.

17 de Outubro: dois dias após a ocupação do Rivoli, um dos jornalistas do Newsweak-Porto decide dirigir-se ao local para recolher informação. Em plena baixa avista "Tota", que mais tarde seria figura importante na Escola Secundária de Gondomar ao ganhar as eleições para a Associação de Estudantes 2006/07.

20 de Outubro: é escrita a primeira notícia Newsweak-Porto sobre o caso Rivoli. Juntamente com essa notícia é carregado um editorial a explicar os objectivos da publicação.

27 de Outubro: numa semana em que o Newsweak-Porto não teve tempo para investigar nenhuma notícia, decidiu repescar um artigo que não tinha sido publicado na semana anterior, o primeiro "Rockin' In The Free World" e escrever alguns fait-divers encontrados no Drudge Report, assim como a primeira Quase-Grande Reportagem, que mais não passou de um acto de shovelware de material de outros jornais.

03 de Novembro: é escrito o artigo mais polémico e badalado da curta história do Newsweak, uma reportagem sobre a Tertúlia de Profissionais do Sexo, organizada pela AEGEE-Invicta. O facto de o jornal ter tido a coragem de satirizar um dos mais poderosos lobbys estudantis da cidade do Porto, a vestimenta usada por um dos jornalistas deste blog, assim como um comentário escrito por um dos professores do curso tornaram este artigo uma peça de culto. A acompanhar este artigo saiu também uma review do site do Supremo Líder do Irão que, qual revista Maria, tira dúvidas existências e até mesmo sexuais aos seus leitores. A inclusão deste artigo tornou esta edição do Newsweak-Porto uma edição que foi "do Sagrado ao Profano".

12 de Novembro: sendo uma semana com notícias fracas, a redação do Newsweak-Porto comprou um artigo à agência noticiosa F.O. Dias Newz Agenzie, ficando esta data marcada por incluir o primeiro artigo não escrito pelos dois repórteres séniores do Newsweak-Porto. Este artigo descrevia de forma única os acontecimentos da inauguração da exposição "Anos 80: Uma Topologia", em Serralves, relatando factos que outros jornais temeram relatar, nomeadamente o de alguns visitantes se terem dirigido ao local só para, na linguagem estudantil, "apanharem cadelas" de borla. Mais tarde, este artigo veio a ser criticado por um pseudo-intelectual com inveja de pénis, que achava que o seu artigo sobre esta exposição era muito melhor que o nosso, pois dava graxa a organização. Esta semana foi também marcada pela morte de Ed Bradley, jornalista do programa 60 Minutes, por um artigo sobre Michael Savage e por um artigo sobre o politicamente correcto nas casas de banho e sinais de trânsito.

19 de Novembro: o Newsweak-Porto noticia a vitória da lista O nas eleições para a Associação de Estudantes para a Escola Secundária de Gondomar. Porém, este partido que tem como slogan "Faz-te Ouvir", tentou pressionar o Newsweak-Porto a calar-se sobre o assunto ou a simplesmente mudar o título para evitar confusões com o partido referido. O Newsweak-Porto, apesar de não ter cedido em grande escala, acobardou-se e escreveu um comunicado a explicar a situação na edição seguinte.

26 de Novembro: sai a reportagem sobre o coleccionismo na cidade do Porto. A famosa feira da Vandoma, onde vários coleccionistas compram e vendem bandas desenhadas antigas, LP's ou outras raridades (ou simplesmente lixo) ficou fora deste artigo pois os repórteres não acordaram suficientemente cedo para a ir investigar. Nesta semana, saiu também o segundo artigo de um artista convidado, desta vez uma critica literária ao livro de O.J. Simpson, livro que ninguém tinha lido.

02 de Dezembro: mais duas notícias shovelware, uma sobre a proibição do Natal numa escola de Saragoça e a outra sobre uma possivel Estrela da Morte americana.

10 de Dezembro: é assinalada a morte de Augusto Pinochet, com o epitáfio "Apenas os bons morrem jovens". É também publicada uma reportagem sobre "reality blogging" (estilo de blog no qual o Newsweak-Porto acaba por se inserir, se bem que, na opinião geral das pessoas com dois dedos de testa, de uma forma mais interessante que o comum) que tinha sido escrita uma semana antes como peça-recurso para uma semana em que o Newsweak-Porto não tivesse mais nada a publicar. No entanto, a grande salvação desta semana foi a terceira notícia de um artista convidado, que relatou o acidente do trenó do Pai Natal perto do Porto de Setúbal

14 de Dezembro: o Newsweak-Porto expõe o caso "JCC-Gate" (porque qualquer escândalo tem que ter "-gate" na sua denominalão, apesar de não fazer sentido nenhum). Seguindo o exemplo de Ed Murrow, os jornalistas convidam as partes afectadas no artigo a responderem a este. No entanto, os cobardolas preferem manter o silêncio. O Newsweak-Porto apercebe-se que, como no Watergate e no Irão-Contra, as partes envolvidas vão ficar impunes e até terão direito a talk shows de rádio, como o camarada Gordon Liddy.

26 de Dezembro: apercebendo-se de que não tem nenhum artigo para essa semana, o Newsweak-Porto lança um comunicado a pedir compreensão e a afirmar que a edição sairá mais tarde nessa semana. No entanto, tal não acontece e pela primeira e última vez, o Newsweak-Porto erra. O vidente Claudius devia ter sido contactado, mas por falta de verba tal não foi possível.

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20 dezembro 2006

Triplo Combo de Natal: Rockin' in the Free World, Faith Diver, Co'a Breca: A Guerra ao Natal

Aqui vai a prenda de Natal atrasada da Newsweak-Porto, um artigo sem piada sobre um a temática sem interesse. Esperem, no entanto, pela prenda que vão receber lá para finais de Janeiro, prenda essa que se encontra nos segredo dos Deuses...

É mais uma das guerras civis que tem lugar nos E U da A. Depois da Guerra à Pobreza iniciada por Lyndon Johnson, a Guerra às Drogas (começada por um acordo entre a China e a América para proibir a importação de ópio, mas que se alastrou pela Lei Seca e ainda continua pelos dias de hoje, ou seja, dura mais que os conflitos do Médio Oriente), a Guerra ao Natal aterrozia há alguns anos os cristãos americanos, especialmente os WASPs (ainda a classe dominante). As brigadas terroristas do politicamente correcto defendem que a América é um país com liberdade religiosa, por isso ninguém deve celebrar mais uma religião que as outras, pois cada um escolhe o seu caminho. No entanto, será assim um conflito tão preocupante?

Confesso que, quando pensei em escrever este artigo, tinha em mente fazer um ranting anti-guerra ao Natal. Sendo um cristão ateu (tal como John Sayles) ia-me insurgir contra a ameaça do politicamente correcto que tem como objectivo acabar com uma comemoração que, apesar de ser conotada com cristã, é uma das mais pagãs de todas (a não ser que haja alguma ligação entre Jesus, o Pai Natal, árvores enfeitadas, o Cirque de Soleil e George Martin). No entanto, ao ver que este assunto era já um assunto tão batido nos média dos E U da A, e que até já começa a ser debatido por cá, achei que não valeria muito a pena.

Vejamos: os nossos rivais do Daily Show fizeram refêrencia a isso quando noticiaram que o Wallmart ia voltar a desejar um Feliz Natal aos seus clientes; o programa South Park também já fez várias referências a este assunto nos episódios especiais de Natal; Bill O'Reilly, um dos nossos comentadores políticos preferidos também se diz um combatente pró-Natal, apesar de as suas opiniões roçarem o reaccionário; por fim, também Mark Engblom, um dos meus comentadores preferidos de BD desenhada goza com este problema no seu post de Natal.

Ora o Newsweak-Porto tenta ser o mais original possível, por isso não iria analisar algo que já foi analisado ad nauseum noutros locais. Para além disso, o facto de haver tanta oposição à guerra ao Natal torna-o um problema menor, visto que já exista quem o pretenda resolver.

A linha editorial do Newsweak-Porto é vincadamente contra qualquer lei ou ideia que proiba o individuo de fazer o que bem lhe aptecer só porque ofende alguém, muito menos em questões como celebrar uma festa que o outro não celebra. Por isso escrevemos um artigo sobre a guerra ao Natal em Saragoça e continuaremos a insurgir-nos contra outros casos deste género, mas não vale muito a pena focalizarmo-nos no caso americano, visto já haver americanos que o conseguem fazer muito melhor do que nós.

Concluindo, visto este artigo já sair atrasado, espero que tenham passado um Feliz e Santo Natal e, para os mais atrasados, visitem o Mundo Lego, para obterem sugestões de compras de ultíma hora. Já agora, espero que tenham alugado qualquer um dos "Home Alone" (caso não tenha sido transmitido em nenhuma televisão, o que seria mesmo sinal de que o Natal estaria a desaparecer).

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